A autoridade e a inspiração da Bíblia nos levam à questão da Inerrância.
A inerrância diz respeito à veracidade da Bíblia, afirmando que ela é confiável em todos os seus ensinos. Há três maneiras de se entender a inerrância da Bíblia:
1. A INERRÂNCIA ABSOLUTA.
Considera a Bíblia totalmente verdadeira até nas referências cientificas e históricas. Todas as declarações são exatas e as aparentes discrepâncias podem ser explicadas. O defensor deste tipo de inerrância argumenta que o problema surge porque o conhecimento do homem ainda é muito limitado; no fim não haverá conflito.
2. A INERRÂNCIA PLENA.
Também considera a Escritura totalmente verdadeira, mas entende as referências científicas e históricas como descrições fenomenais, isto é, as coisas descritas foram registradas como se apresentam aos olhos humanos e não são necessariamente exatas do ponto de vista da ciência, mas são corretas dentro da visão e do propósito do autor.
3. A INERRÂNCIA LIMITADA.
Considera a Bíblia verdadeira, mas apenas no tocante às referências doutrinárias da salvação. As menções científicas e históricas expressam o entendimento da época dos autores e não tem exatidão e, por isso, não são verdadeiras.
A definição que mais se aproxima da inerrância afirma que a Bíblia, quando corretamente interpretada, de acordo com o nível a que a cultura e os meios de comunicação haviam chegado na época em que foi escrita e de acordo com os propósitos a que foi destinada, é plenamente fidedigna em tudo que afirma. Em conclusão, podemos alinhar os seguintes pontos:
a) A inerrância implica afirmar que a Bíblia é totalmente verdadeira em todas as suas partes, em tudo que ela ensina. Não há nela falsidade;
b) No sentido estrito, a inerrância aplica-se às partes da Bíblia conforme foram originalmente escritas, mas, em sentido secundário, ela também se aplica às cópias e às traduções na medida em que refletem os originais;
c) A inerrância deve ser definida mais em termos de verdade e de falsidade do que em termos de erro. A idéia básica de inerrância é que não há engano ou falsidade nos ensinamentos das Escrituras por consequência da inspiração divina, resultando daí sua autoridade máxima em questões de fé;
d) A inerrância está relacionada com uma boa hermenêutica. É necessário interpretar corretamente um texto antes de dizer que sua afirmação é falsa. Muitas aparentes discrepâncias são resolvidas com uma boa interpretação. Na interpretação, é preciso levar em conta o contexto cultural da época e o propósito do autor. A finalidade da Bíblia não é ensinar verdades científicas ou esclarecer detalhes de fatos históricos. Seu propósito é espiritual: levar o homem à reconciliação com Deus.
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