Em conformidade com suas diferentes divisões, a Teologia tem distintas fontes dentre as quais mencionaremos as seguintes, em razão de sua preponderância sobre as suas congêneres:
1. A Natureza.
Em suas várias manifestações, viva ou morta, a natureza onde quer que esteja: sobre a terra, nos mares e nos ares, constitui-se um livro aberto para os homens, evidenciando-lhes a existência de Deus, falando de seu poder, da sua misericórdia e do seu amor; sendo, portanto, uma das fontes bases da Teologia.
O testemunho objetivo da existência e do caráter de Deus está na constituição e no governo do universo (Sl 19:1-6; At 14:17; Rm 1:20). O testemunho subjetivo está no coração dos homens (Rm 1:17-20; 2:15).
Os limites da revelação natural:
A alteração produzida pelo pecado, na revelação e na receptividade dela pelo homem pecador (Jo 1:5; Rm 1:18; Ef 4:18).
Ela não transmite um conhecimento perfeito e seguro acerca de Deus e das coisas espirituais.
Ela não oferece o fundamento preciso da religião cristã. A Palavra de Deus diz que a natureza não oferece todo o conhecimento de que carece o pecador para ser salvo (At 17:23; Ef 3:9).
2. A Bíblia Sagrada.
Denominada por Paulo de "oráculos de Deus" (Rm 3: 1,2). As Escrituras Sagradas (o Antigo e o Novo Testamento) constituem-se a fonte por excelência da teologia no que ela tem de mais expressivo entre os meios físicos que emprega em sua expressão. As Escrituras existem com a finalidade exclusiva de revelar Deus ao homem (Gn 1:1; Lc 24: 27; Jo 5: 39).
Diz o catecismo de Westminster: "Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória Dele e para a salvação, fé e vida do homem ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela".
O ponto de vista ortodoxo, é que a Bíblia é a Palavra infalível de Deus; no original, é a única regra de fé e prática, a razão e o conhecimento humano devem sujeitar-se inteiramente à Escritura. Não há luz interior ou revelação adicional além do que está na Bíblia.
3. Outras fontes de Teologia.
Existem outras fontes suplementares que devidamente usadas podem servir de base ao nosso conhecimento de Deus:
O Misticismo. É o ato de procurar pela contemplação espiritual, atingir um estado estável ou uma união direta com a divindade. Derivado do verbo grego "muo", que significa calar, e em sentido figurado fechar os olhos, a fim de facilitar a concentração dos sentidos. O misticismo tem dois sentidos:
a) O Misticismo falso: ao invés de conduzir o homem a Deus, torna-o fanático, imbecilizado por idéias e sentimentos ilógicos;
b) O Misticismo verdadeiro: leva o homem a uma consagração consciente, humilde, verdadeira, submissa ao Espírito Santo, que o põe em contato direto e pessoal com Deus e, deste modo, dà-lhe possibilidade de aprofundar o conhecimento de Deus mediante as diretrizes da teologia (Jo 16:13; 1 Cor 2:10).
O Racionalismo. A razão quando iluminada pelo Espírito Santo, utiliza o bom senso, e deste modo, conduz o homem à realidade verdadeira, que é Deus. Neste aspecto, o racionalismo é verdadeira fonte à teologia.
O Tradicionalismo. É aceito que houve uma compreensão progressiva, como também um descobrimento por parte da igreja da verdade contida na natureza e Escritura. Para a igreja católica, Cristo e os apóstolos ensinaram oralmente muita coisa que não foi preservada na Bíblia. Embora as afirmações acima sejam aceitas, a autoridade final sobre qualquer assunto permanece reservada tão somente Bíblia.
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